frase

Palavra alguma vale o delírio de ser poema sem ser alívio...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

METÁFORAS DE UM POEMA




Um dia matei meu poema
De suaves e doces palavras
Com sons leves como pena .

Mas os versos se amarguraram
Com rimas que eram de raiva
E as metáforas se transformaram . . .
Usei como arma as palavras
Inflamadas com brasas da revolta
Fiz frases banhadas de pólvora
E não havia mais nada a fazer
Matei-o antes mesmo de nascer . . . 
Depois me entreguei à justiça
E fui cumprir a minha pena
De viver longe da poesia . . .

E quando a liberdade voltou
Voltei também entre as rimas
E o vi, vivo novamente ,
Fiquei cheia de assombro
Ao ver o poema que julgara morto
solto ao vento por aí
Enquanto sentia-me culpada
Fui julgada e condenada
Pelo crime que não cometi
E só então eu entendi
Que o verdadeiro poema
Não se mata, nem morre jamais !
Vê-nos morrer, com pena 
Em meio a palavras brutais . . .
E foi então que eu percebi
Pensando em matar meu poema 
Matei foi um pouco de mim

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

RIMAS DRAMÁTICAS



Escrevi o meu melhor poema de amor,

Inspiração que por mim passou

Mas sem avisar me transformou

Em versos e rimas de dor



Pintei o meu melhor quadro de amor,

Pintei sem regras e sem tela,

Sentimento transformado em aquarela

Explodindo primavera em flor.



Mas a pétala ao vento voou

Arrancada foi sem doçura

E manchou com sua dor

Esse quadro sem moldura



E o meu poema dolorido

Perdeu-se em sua temática

Apenas versos incompreendidos

Com suas rimas tão dramáticas

Além das Siglas -  NLC Poesias

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

LEMBRANÇAS


A minha mão estendida, 
Envolta em desalento, 
Traz nos versos escondida, 
Palavras soltas ao Vento!
Ainda assim estendida,
Mão que afaga a ferida,
Embora palavras sejam lamento
Ainda assim, é sonho, é vida
E também dores e sentimento,
Um doce sabor de esperança
A mão estendida é lembrança.
Sei das palavras que essa mão escreveu
E sei o peso que cada palavra contém
Porque metade desse sentimento é meu
E a outra metade . . . Também!

Poesias NLC - Além das siglas

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LETRAS DE ILUSÃO




Tomados de medos e pavores,
Sozinhos em meio à multidão
Morremos com fome de amores,
E lágrimas guardadas no coração

Num chão onde não germina nada,
Plantamos as letras na ilusão 
Para que um dia as palavras plantadas
Sejam colhidas em forma de inspiração

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sábado, 16 de dezembro de 2017

O VENTO E A ÁRVORE (Um caso de amor)



Sei de uma árvore que se despe no outono

E penso que vive um caso de amor com o vento

Seus troncos sempre nus e eu já nem menciono

Que houve noites em que eu a ouvi gemendo

.

Pois ele a despia lentamente, galho a galho

Retirando cada folha num doce tormento

Tendo a folhagem de sua roupa, despida pelo vento

E amanhecia nua e toda molhada de orvalho

.
Mas ela sabe que foi apenas uma ventania

E que o vento, em seus galhos apenas brincou

E passa agora os dias a tecer lindas poesias

Pois seus versos e rimas,foram tudo que restou

Além das siglas - NLC Poesias

.

domingo, 3 de dezembro de 2017

HERÓIS EM PÉS DE BARRO



Quisera de overdose meus heróis tivessem morrido
Ou numa batalha de luta sangrenta qualquer
E que fosse verdade tudo que deixaram escrito
E que a vida fosse muito mais do que é

Pois um dia descobri os pés de barro
Que meus heróis tão frágeis sustentaram
E as crenças em que hoje me agarro
Não tem nada do que eles me deixaram

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sábado, 2 de dezembro de 2017

TENHO FASES... SOU MULHER




A mulher que há em mim é devassa e pura
Há dias em que é Eva, em outros serpente
Se perde quase sempre entre a razão e a loucura
É arrepio na alma, e também brasa incandescente

A mulher que há em mim é poeta
Germina férteis sonhos e fantasias 
Não sabe andar em linha reta
Vive em círculos os seus dias,

Não fosse assim, não seria mulher.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

DIAS DE POESIA


Trago na alma tempestade 
Já enfrentei a fúria dos ventos, 

A força de chuvas, os raios intensos, 

Já me molhei de verdade


Mas  trago comigo a certeza
Que ao nascer de um novo dia
A minha alma sentirá a beleza
De ser sol, ser nuvem, ser poesia...

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VERSOS EM VÃO



Escrevi em mim os meus desejos
Confessei-te os meus medos
Me despi pra teus espelhos

Quiz provar da sua pele e muito mais
Ser gemidos ouvindo os teus ais
Fazer-te barco ancorado no meu cais

Quiz provar o doce do teu corpo
Degustar todo o teu gosto
Me banhando no teu gozo

Há rascunhos em minhas mãos
De lembranças sem razão
Que ainda escrevo em vão

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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

AS CORES DO MEU EU





Acordei hoje pra um dia lindo
Sentindo-me um tanto diferente
Sem saber o que havia acontecido
Será que estou doente?


Algo estranho havia comigo
Olhei-me no espelho com espanto
Meu corpo estava todo colorido
Havia sobre mim um encanto

Os meus pés estavam amarelos
E o motivo eu bem entendia
Por não andarem por onde eu quero
Devem estar com anemia

E as pernas acreditem
Azul escuro, quase preto
Essas cores sem beleza
São as cores do meu medo

Nos joelhos Pintinhas alaranjadas
Que formavam um círculo perfeito
É que me ajoelho nas madrugadas
Quando sinto aperto no meu peito

As minhas mãos eram o mais esquisito
Eu tinha um dedo de cada cor
Tinha um arco-íris colorido
E onde tocava espantava a dor

Essas cores vivem hoje escondidas
Para não causarem estranhamento
Pois é essa  personalidade colorida
Que me salva desse mundo tão cinzento

NLC Poesias - Além das Siglas